Os perfumes dizem tanto pra mim, que quase os vejo como bolas de cristal, pois quando chega você com seu amadeirado, de sorriso meia-boca no rosto . - Quer pastilha?
Ou quem sabe aquele doce floral, mas você teria que estudar, você estaria sério, não é? E, sim, eu sei distinguir um 212 de um wood.
E existem muitas diferenças entre as fragrâncias, embora eu nunca pense nelas, embora sejam tão segundo plano, que sempre saem para que eu possa entrar. Então entro, eu ,com uma essência só minha que frasco nenhum contém. E, descompassado, escrevo o que penso e enxergo o que sinto. Uma essência para cada um dos meus eus.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Alguns espaços
1. Sobre o ritmo do coração: nem sei se é sobre ou sob, não sei quem governa quem. sei que hoje está tudo tão escuro, contrasta com a claridade da tarde de ontem. Ontem eu fui inteiramente amor, inteiramente asas, internamente voei.
voltando a minha atual solidão: não culpo ninguém, a não ser a minha vontade ,questionável, de mudar. Sonho com mudanças, mas sou tão ator, que consigo até me enganar: não vou mudar. Já até esqueci como é voar. Quero meu meus medos de volta e eles estavam aqui ontem, perdi-os para poder mentir.
E decidi que não iria mais tentar conquistar o conquistável, quero sempre algo mais impossível, modernidades me chamam atenção. parabéns pra mim!Continuo pequeno demais.
2. Ponho esse fogo na água em nome do amor, que ele clareie todas as ondas desse escuro. como é bom ver toda a alma.
Tiro o fogo da água e vejo os teus olhos, metade dos meus sonhos são, agora, verdade.
Bordo as pontas desse cobertor e penso em quantos anos vivi sem aquecer as amarelas lembranças do que pude sentir: verdadeiros amores, verdadeiros amigos, verdadeiros sim's.
Vou desamarrar todos os nós. Enjoei de ficar sempre no mesmo casulo, de viver sempre nesse lastimável meio-tom. Já chega! Me dê marrom e dele eu farei toda uma aquarela.
voltando a minha atual solidão: não culpo ninguém, a não ser a minha vontade ,questionável, de mudar. Sonho com mudanças, mas sou tão ator, que consigo até me enganar: não vou mudar. Já até esqueci como é voar. Quero meu meus medos de volta e eles estavam aqui ontem, perdi-os para poder mentir.
E decidi que não iria mais tentar conquistar o conquistável, quero sempre algo mais impossível, modernidades me chamam atenção. parabéns pra mim!Continuo pequeno demais.
2. Ponho esse fogo na água em nome do amor, que ele clareie todas as ondas desse escuro. como é bom ver toda a alma.
Tiro o fogo da água e vejo os teus olhos, metade dos meus sonhos são, agora, verdade.
Bordo as pontas desse cobertor e penso em quantos anos vivi sem aquecer as amarelas lembranças do que pude sentir: verdadeiros amores, verdadeiros amigos, verdadeiros sim's.
Vou desamarrar todos os nós. Enjoei de ficar sempre no mesmo casulo, de viver sempre nesse lastimável meio-tom. Já chega! Me dê marrom e dele eu farei toda uma aquarela.
domingo, 23 de agosto de 2009
Excessivo
Bem como as coisas que chegam ao fundo do poço.
Se bem que algumas coisas boiam, inúteis.
Bem como os copos sujos e o terror das coisas erradas.
Em poucos minutos eu posso mudar tudo.
Se bem que algumas coisas boiam, inúteis.
Bem como os copos sujos e o terror das coisas erradas.
Em poucos minutos eu posso mudar tudo.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Atuar
- Oi, eu vim aqui te ensinar a cuspir, vamos lá ?
Primeiro feche seus olhos, pense que sua garganta
tem uma força anti-natural, quase que de primeiro mundo.
então tudo pode começar: nenhum sonho virará verdade
preso na sua garganta.
Segundo passo: GRITE! Liberte-se no seu grito mais estridente. Quebre as louças que te prendem a tanta formalidade. A ordem agora é desorganizar.
Agora vamos para o mundo das imagens: feche seus olhos e crie suas próprias
asas, voe, se fortaleça, ame-se cada vez mais.
Agora é a hora! Lembre-se da sua força, junte-a com seus sonhos e com sua grand liberdad, junte-as em seu âmago e exponha-nas em seu escudo, com uma bela cuspida.
Primeiro feche seus olhos, pense que sua garganta
tem uma força anti-natural, quase que de primeiro mundo.
então tudo pode começar: nenhum sonho virará verdade
preso na sua garganta.
Segundo passo: GRITE! Liberte-se no seu grito mais estridente. Quebre as louças que te prendem a tanta formalidade. A ordem agora é desorganizar.
Agora vamos para o mundo das imagens: feche seus olhos e crie suas próprias
asas, voe, se fortaleça, ame-se cada vez mais.
Agora é a hora! Lembre-se da sua força, junte-a com seus sonhos e com sua grand liberdad, junte-as em seu âmago e exponha-nas em seu escudo, com uma bela cuspida.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Tenha um bom dia
Acorda, veste, come, corre, chega, senta, levanta, volta, deita, dorme. Acorda, veste, come...! Falta pouco para eu poder viver de olhos vendados. quer dizer, viver não, e sim passar os dias.
O homem
Ele só queria dizer, ao menos uma vez, aquela palavra. Palavra que tantas vezes dançou em sua boca, colou em seus olhos, lavou suas mãos, alma, corpo. Mas não era tão simples, não pra ele, não para o homem mais sincero.
E o mais engraçado ? O homem que não conseguia falar uma palavra tão pequena, uma palavra poema de quatro letras, conseguia lidar com números grandes e palavras complicadas, conseguia ser diplomaticamente impecável ao entrar em problemas e ainda tinha tempo pra cantar... Ele queria viver.
agora chove. Faz sol. chove.
O tempo passa e ele continua querendo. Planeja a hora e a pessoa certa, mesmo sabendo que por suas mãos já passaram 'horas e pessoas certas' sem que ele se desse conta. Ele quer chorar, mas a lágrima não vem... é igual ao que acontece com a palavra... ele a descobre, ela o sente. E então ela se lança em subida: Sai do seu estômago, repleto de borboletas; passa pelo seu pulmão e retira o ar; enrosca o seu coração e o deixa cheio de estrias de sangue, vivas e rubras, até chegar a garganta e nas finas cordas de voz se perde, pra sempre, sem ao menos ser dita.
E o mais engraçado ? O homem que não conseguia falar uma palavra tão pequena, uma palavra poema de quatro letras, conseguia lidar com números grandes e palavras complicadas, conseguia ser diplomaticamente impecável ao entrar em problemas e ainda tinha tempo pra cantar... Ele queria viver.
agora chove. Faz sol. chove.
O tempo passa e ele continua querendo. Planeja a hora e a pessoa certa, mesmo sabendo que por suas mãos já passaram 'horas e pessoas certas' sem que ele se desse conta. Ele quer chorar, mas a lágrima não vem... é igual ao que acontece com a palavra... ele a descobre, ela o sente. E então ela se lança em subida: Sai do seu estômago, repleto de borboletas; passa pelo seu pulmão e retira o ar; enrosca o seu coração e o deixa cheio de estrias de sangue, vivas e rubras, até chegar a garganta e nas finas cordas de voz se perde, pra sempre, sem ao menos ser dita.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Auto-estima
Agora que estou limpo posso escrever.
Um dia você acorda e se sente tão pesado, tão sujo, tão enrolado em finos laços de mentira, nas grandes poças de vergonha. Reles e só.
Nesse dia seu pescoço luta com o peso da cabeça, sua alma luta contra os erros do corpo, seus dons lutam contra o medo que os corroem. Luta branda.
Não importa quem seja, tonto em demasia ou sóbrio por excelência. Todos nós temos nossos momentos de dor.
Um dia você acorda e se sente tão pesado, tão sujo, tão enrolado em finos laços de mentira, nas grandes poças de vergonha. Reles e só.
Nesse dia seu pescoço luta com o peso da cabeça, sua alma luta contra os erros do corpo, seus dons lutam contra o medo que os corroem. Luta branda.
Não importa quem seja, tonto em demasia ou sóbrio por excelência. Todos nós temos nossos momentos de dor.
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